Preços do boi gordo disparam impulsionados por demanda e exportações fortes
O mercado físico do boi gordo continua em um ciclo de valorização, sustentado por uma combinação de fatores que indicam um cenário promissor para o setor. A principal influência vem da escassez nas escalas de abate, especialmente entre os frigoríficos de menor porte, que têm impulsionado os preços para cima.
Este ambiente de negócios aquecido coincide com um período de maior demanda doméstica, tipicamente observado no final do ano. A expectativa é que o consumo se intensifique ainda mais, influenciado pelo pagamento do 13º salário e pela geração de empregos temporários, injetando capital na economia.
As exportações também desempenham um papel crucial na sustentação dos preços. O desempenho robusto do setor exportador no segundo semestre do ano corrente reforça a firmeza das cotações do boi gordo.
No fechamento desta quarta-feira, os preços do boi gordo apresentaram as seguintes cotações: em São Paulo, o valor atingiu R$ 318,92 (a prazo); em Goiás, R$ 309,82; em Minas Gerais, R$ 305,29; no Mato Grosso do Sul, R$ 328,18; e no Mato Grosso, R$ 303,11.
Enquanto isso, no mercado atacadista, os preços da carne bovina se mantiveram estáveis nesta quarta-feira, mas as perspectivas para as próximas semanas apontam para possíveis reajustes. Os preços praticados são de R$ 18,20/kg para o quarto dianteiro, R$ 17,20/kg para a ponta de agulha e R$ 25,00/kg para o quarto traseiro.
No câmbio, o dólar comercial registrou uma leve queda de 0,05%, fechando a sessão cotado a R$ 5,3580 para venda e R$ 5,3560 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana apresentou variações entre R$ 5,3340 e R$ 5,3670.


