Mais de 1 bilhão de copos de leite produzidos com agricultura regenerativa no brasil
Com a aproximação da COP30, a ser realizada em Belém, a agricultura regenerativa ganha proeminência como prática essencial para um futuro sustentável. Essa abordagem, segundo a Embrapa, prioriza a saúde do solo e dos ecossistemas por meio de técnicas como a rotação de culturas, plantio direto e medidas para prevenir a erosão.
Ao adotar essas práticas, produtores rurais minimizam o impacto ambiental da atividade agrícola, promovendo a vitalidade física, química e biológica do solo.
Nesse cenário, a Nestlé tem investido fortemente em agricultura regenerativa nas cadeias produtivas de leite, café e cacau. O objetivo é transformar suas operações em modelos sustentáveis e de baixo carbono.
A empresa oferece assistência técnica, acesso a crédito e ferramentas digitais de monitoramento em tempo real para os produtores rurais. Essas ferramentas visam o uso racional da água, o manejo responsável do solo e o bem-estar animal. As ações se concentram nos programas Nature Ninho (leite), Nescafé Plan (café) e Cocoa Plan (cacau).
As iniciativas incluem plantio direto, adubação orgânica, rotação de culturas e manejo adequado de dejetos, visando reduzir as emissões e aumentar a produtividade. De acordo com a Nestlé, as fazendas participantes já alcançaram uma redução de até 39% na pegada de carbono, além da produção de mais de 1 bilhão de copos de leite com práticas regenerativas no Brasil.
Durante um evento na sede da empresa, Bárbara Sollero, responsável pela área de Agricultura Sustentável da Nestlé, enfatizou que cerca de 70% das emissões da companhia têm origem no campo. Ela reforçou a importância da transição regenerativa para alcançar a meta de neutralidade de carbono até 2050. Desde o início da iniciativa global, a Nestlé já reduziu 21% de suas emissões totais.
A avaliação dos resultados dos programas é realizada em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds). A colaboração teve início em 2019, quando a Nestlé e outras empresas se juntaram ao Grupo de Sistemas Agroalimentares do Cebds, com o objetivo de criar indicadores de carbono, biodiversidade e produtividade.
As métricas desenvolvidas foram apresentadas na COP28, em Dubai, e servirão de base para as discussões da COP30, em Belém. O Cebds reúne mais de 100 empresas associadas e é responsável por desenvolver metodologias que permitem medir o impacto real das práticas sustentáveis no campo.
No setor de leite, o programa Nature por Ninho, criado há 20 anos, foca no manejo sustentável de pastagens, na melhoria do solo e na redução de emissões na produção. A Nestlé também destinou R$ 100 milhões em linhas de crédito do Banco do Brasil para produtores que adotam práticas sustentáveis, avaliadas por um sistema de certificação em quatro níveis (Bronze, Prata, Ouro e Diamante) conforme o grau de sustentabilidade das propriedades.
O Nescafé Plan, por sua vez, envolve 3,8 mil propriedades rurais, promovendo rotação de culturas, uso de adubos naturais e integração entre lavoura e floresta, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental e fortalecer a produtividade a longo prazo.
Já o Cocoa Plan apoia 6,5 mil produtores de cacau com práticas agroflorestais, tecnologia e incentivo à liderança feminina no campo, buscando aumentar a produtividade e garantir uma cadeia de valor mais sustentável.


