Zuckerberg perde posição entre os mais ricos após queda da meta

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Mark Zuckerberg, fundador da Meta, deixou o grupo dos quatro indivíduos mais ricos do mundo, caindo para a quinta posição no Bloomberg Billionaires Index. A mudança ocorre em um momento de cautela dos investidores em relação aos planos da Meta de emitir US$ 30 bilhões em dívida.

O anúncio da emissão de dívida desencadeou uma queda acentuada nas ações da Meta, em um cenário de volatilidade nos resultados trimestrais do setor de tecnologia que tem impactado a lista dos maiores bilionários do planeta.

As ações da Meta registraram um recuo de 11%, marcando a maior queda desde 2022. A empresa justificou a emissão de títulos de grau de investimento como uma estratégia para ampliar os investimentos em pesquisa de inteligência artificial. Com a desvalorização das ações, a fortuna de Zuckerberg foi estimada em US$ 235,2 bilhões, de acordo com o índice da Bloomberg.

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A queda fez com que Jeff Bezos, da Amazon, e Larry Page, da Alphabet, superassem Zuckerberg no ranking. Ambos não figuravam entre os quatro primeiros desde outubro de 2023. O bom desempenho das ações da Alphabet, que subiram 2,5% após a divulgação de receita acima das expectativas, impulsionada pela demanda por serviços de nuvem e inteligência artificial, contribuiu para a ascensão de Page.

A perda de US$ 29,2 bilhões de Zuckerberg representa a quarta maior queda diária já registrada no índice da Bloomberg, refletindo o impacto significativo dos movimentos do mercado sobre sua fortuna.

Apesar da recente queda, as ações da Meta apresentavam um desempenho positivo no ano, com alta acumulada de 28% até a quinta-feira, agregando US$ 57 bilhões ao patrimônio de Zuckerberg. No entanto, o aumento previsto nos gastos com inteligência artificial gerou preocupações entre os investidores. Analistas chegaram a rebaixar a recomendação para as ações da empresa, após a Meta informar que poderá investir até US$ 118 bilhões em investimentos de capital neste ano, com a possibilidade de aumentar ainda mais esse valor em 2026.

Enquanto isso, as ações da Amazon registraram um avanço superior a 30% desde meados de abril, impulsionadas pelo desempenho da divisão de computação em nuvem, que tem demonstrado crescimento consistente e firmado contratos com empresas de inteligência artificial. A companhia divulgou vendas e lucro no terceiro trimestre acima das estimativas, o que gerou um forte aumento nos preços das ações após o fechamento do mercado.

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