Demanda aquecida impulsiona cotações do boi gordo no mercado físico
O mercado físico do boi gordo experimentou um novo ciclo de valorização nesta sexta-feira, com um cenário de negócios que sugere a continuidade dessa tendência no curto prazo. As cotações estão sendo impulsionadas por um conjunto de fatores, incluindo escalas de abate reduzidas, principalmente entre os frigoríficos de menor porte, e um aumento significativo na demanda doméstica.
Em São Paulo, o boi gordo é negociado a R$ 321,83 (a prazo). Em Goiás, o valor é de R$ 314,29. Minas Gerais registra R$ 308,53, enquanto Mato Grosso do Sul apresenta a maior cotação, R$ 330,57. Já em Mato Grosso, o boi gordo é cotado a R$ 304,05.
O forte consumo interno, aliado ao ritmo positivo das exportações, tem fortalecido o cenário de preços elevados. A expectativa é que o mercado atacadista também acompanhe essa tendência, com perspectivas de novas altas em breve. A demanda deve se manter aquecida nos últimos dois meses do ano, influenciada pelo pagamento do 13º salário, pela abertura de vagas de trabalho temporárias e pelas tradicionais confraternizações de fim de ano.
No mercado atacadista, o quarto dianteiro está cotado a R$ 18,50/kg, com um aumento de R$ 0,30. A ponta de agulha também subiu R$ 0,30, chegando a R$ 17,50/kg. Já o quarto traseiro se mantém estável em R$ 25,00/kg.
O dólar comercial encerrou o dia com pouca variação, cotado a R$ 5,3800 para venda (+0,01%) e R$ 5,3780 para compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,3705 e R$ 5,3980. Apesar de acumular uma queda de 0,23% na semana, o dólar registrou um avanço de 1,08% no mês.


