Pcp exige reversão após encerramento de urgências em covões

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O Partido Comunista Português (PCP) manifestou forte oposição à decisão da administração da ULS de Coimbra, liderada por Alexandre Lourenço, de transformar o serviço de urgência do Hospital Geral, conhecido como Hospital dos Covões, em um centro de atendimento clínico. A mudança, em vigor desde hoje, determina que o hospital passe a atender apenas casos agudos não emergentes, e somente pacientes encaminhados pela Linha SNS24 ou por outras unidades hospitalares, conforme comunicado da ULS de Coimbra.

Em nota, o PCP classificou a medida como “uma decisão errada que tem que ser revertida”, relembrando a tentativa de encerramento de 2012, à qual o partido também se opôs veementemente. Para o PCP, a dimensão da área de influência do Hospital dos Covões justifica plenamente a manutenção do serviço de urgência em pleno funcionamento. O partido defende que “as urgências não são gorduras, não são redundâncias, não são desperdícios”, argumentando que estas características se aplicam mais às parcerias público-privadas na saúde, à convenção de serviços que poderiam ser oferecidos pelos serviços públicos, e à contratação privada de meios auxiliares de diagnóstico quando existe capacidade instalada no setor público.

A decisão, segundo o PCP, está intrinsecamente ligada à fusão dos Centros Hospitalares de Coimbra que originou o CHUC, ocorrida em 2010 e implementada a partir de 2011, resultando no encerramento de diversas valências. O partido critica ainda a criação da ULS pelo governo anterior, descrevendo-a como uma estrutura de “anormal dimensão” e gestão complexa, com uma área de influência excessivamente grande.

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O PCP acusa os governos do PSD/CDS de, com esta insistência na medida, demonstrarem um objetivo central de desinvestimento e desarticulação do SNS, abrindo caminho para a expansão do “negócio da doença”. Na visão do partido, o encaminhamento dos pacientes para o serviço de urgência do Bloco Central do CHUC não representa uma solução, mas sim um fator que agravará o caos e a superlotação, deteriorando as condições de atendimento e favorecendo interesses privados.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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