Em belém, residente da cop21 acredita em avanços após acordo de paris

Compartilhe

Em Belém, durante a Cúpula do Clima, o presidente da 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), Laurent Fabius, avaliou os dez anos do Acordo de Paris. Fabius reconheceu a importância desse tratado global no enfrentamento das mudanças climáticas e enfatizou a necessidade de avançar nas ações climáticas.

“Devemos acreditar na ciência quando ela afirma que é necessário implementar o que já foi decidido em relação à finança, em relação à transição de combustível, em relação ao que já foi acordado”, afirmou Fabius.

Apesar dos desafios, Fabius, que também lidera o grupo de ex-presidentes de COPs, ressaltou que o Acordo de Paris gerou avanços significativos. Ele destacou que as projeções de aquecimento global para o fim do século diminuíram de mais de 4 graus acima do período pré-industrial para uma tendência entre 2,5 e 2,8 graus. “E cada grau significa milhões de vidas salvas”, acrescentou.

Publicidade

No entanto, Fabius alertou que as projeções de 2,8 graus ainda representam uma ameaça à vida no planeta, com potenciais catástrofes, secas, ciclones, aumento das emissões e incêndios. Ele defende um enfrentamento baseado em “implementação, inclusão e inovação”.

Fabius enfatizou a importância de implementar as decisões já tomadas, especialmente no que diz respeito ao financiamento para países emergentes e à adaptação das cidades, considerando o aumento das temperaturas. Ele também defende a inclusão de todos, em especial os países de baixa emissão, que são os mais afetados pelas mudanças climáticas, e a inovação tecnológica para viabilizar uma transição energética para menos emissões.

“Nós não esperamos desta COP em Belém novas ideias extraordinárias. Sabemos que há novas ideias e ficamos muito felizes com isso, mas agora é o momento das ações e o que estamos esperando da COP é implementação do que já foi decidido. Em particular no domínio da finança, especialmente na direção dos países emergentes. E com a adaptação das cidades porque, se já estamos superando o 1,5 ºC, a questão da adaptação é muito mais importante do que antes”, declarou Fabius.

Fabius defende o multilateralismo, reconhecendo os obstáculos com alguns atores que não o aceitam, e destacou a oportunidade de agir na próxima semana em Belém, com a presença de representantes subnacionais, como o governo da Califórnia, para intensificar as ações climáticas.

Publicidade

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe