Farinhas de amoreira e ora-pro-nóbis prometem revolucionar a alimentação de peixes

Compartilhe

Estudos recentes indicam que a inclusão de farinhas produzidas a partir de amoreira e ora-pro-nóbis na dieta de peixes como pacus e tilápias pode trazer benefícios significativos tanto para a saúde dos animais quanto para o meio ambiente. As pesquisas apontam para uma alta digestibilidade desses ingredientes vegetais, além de um potencial reforço do sistema imunológico dos peixes.

A busca por alternativas sustentáveis na alimentação animal tem ganhado força, impulsionada pela necessidade de reduzir o impacto ambiental da produção de rações convencionais, frequentemente baseadas em ingredientes como a farinha de peixe, cuja obtenção pode gerar preocupações relacionadas à sobrepesca e à exploração de recursos marinhos.

Nesse contexto, a utilização de farinhas de amoreira e ora-pro-nóbis se apresenta como uma opção promissora. Ambas as plantas são de fácil cultivo e podem ser produzidas localmente, diminuindo a dependência de insumos importados e os custos de transporte. A amoreira, conhecida por seus frutos saborosos, também possui folhas ricas em nutrientes que podem ser aproveitadas na alimentação animal. Já a ora-pro-nóbis, considerada uma “carne vegetal” devido ao seu alto teor de proteína, oferece um perfil nutricional interessante para complementar a dieta dos peixes.

Publicidade

Os estudos realizados até o momento demonstram que a substituição parcial ou total de ingredientes tradicionais por farinhas de amoreira e ora-pro-nóbis não compromete o desempenho zootécnico dos peixes. Pelo contrário, em alguns casos, observou-se um aumento na taxa de crescimento e na resistência a doenças. A alta digestibilidade desses ingredientes permite que os peixes aproveitem melhor os nutrientes, resultando em um melhor aproveitamento da ração e, consequentemente, em uma menor produção de resíduos.

Além dos benefícios diretos para a saúde e o bem-estar dos peixes, a utilização de farinhas vegetais na aquicultura contribui para a sustentabilidade da atividade. A redução da dependência de ingredientes de origem animal diminui a pressão sobre os ecossistemas marinhos e terrestres, promovendo uma produção mais responsável e ecologicamente correta. As pesquisas continuam a explorar o potencial dessas alternativas vegetais, buscando otimizar as formulações das rações e avaliar seus efeitos a longo prazo na saúde e no desempenho dos peixes.

Compartilhe