Ritmo de crescimento energético desacelera em minas gerais

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Minas Gerais observa uma significativa desaceleração na expansão de sua oferta de energia. Dados recentes revelam que, entre janeiro e novembro, o estado adicionou 1,2 gigawatt (GW) em novas usinas à sua capacidade instalada. A fonte solar impulsionou esse acréscimo, demonstrando a crescente importância da energia renovável na matriz energética mineira.

Apesar do incremento, o volume representa uma queda expressiva de 58% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A diferença demonstra uma mudança no ritmo de crescimento, que vinha sendo impulsionado por projetos de grande porte e um cenário regulatório favorável.

A desaceleração levanta questionamentos sobre o futuro da expansão energética no estado e a capacidade de Minas Gerais de atender à crescente demanda por eletricidade. A retomada do crescimento em níveis anteriores depende da viabilização de novos projetos, da atração de investimentos e da superação de desafios relacionados à infraestrutura e ao licenciamento ambiental.

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O setor energético mineiro enfrenta, portanto, um momento de transição. A expansão da geração distribuída, especialmente a solar, continua a desempenhar um papel importante, mas não é suficiente para compensar a redução no ritmo de implantação de grandes usinas.

A capacidade instalada total de Minas Gerais permanece em um patamar elevado, garantindo o suprimento de energia para a população e as atividades econômicas. No entanto, a continuidade do desenvolvimento sustentável e a competitividade do estado dependem da retomada de investimentos no setor e da diversificação da matriz energética, com ênfase em fontes renováveis e tecnologias inovadoras. O cenário demanda atenção das autoridades e dos agentes do setor, a fim de garantir um futuro energético seguro e próspero para Minas Gerais.

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