Acordo eua-china aquece mercado da soja e impulsiona alta em chicago
O mercado global de soja experimentou um dia de forte volatilidade, com predominância de otimismo, após o anúncio de um acordo entre os Estados Unidos e a China. O pacto, firmado durante um encontro de líderes em Seul, prevê a aquisição de grandes volumes de produtos agrícolas, energéticos e minerais americanos por parte do governo chinês.
Especificamente, a China se comprometeu a comprar 12 milhões de toneladas de soja dos EUA até o final de 2025. Além disso, o acordo projeta a compra de 25 milhões de toneladas anuais nos próximos três anos. Outros países do Sudeste Asiático também sinalizaram a intenção de adquirir um total de 19 milhões de toneladas adicionais de soja americana, sem detalhamento do período dessas aquisições.
Em contrapartida, a China suspendeu temporariamente, pelo período de um ano, os controles de exportação sobre terras raras, um recurso estratégico que vinha sendo utilizado como ferramenta de pressão em disputas comerciais.
O impacto imediato do anúncio foi sentido na Bolsa de Mercadorias de Chicago, onde a soja registrou alta de aproximadamente 1% no fechamento do pregão. Apesar do otimismo geral, analistas apontam que ainda existem incertezas sobre os efeitos práticos do acordo no longo prazo. A avaliação é de que, caso não haja uma revisão para baixo na safra norte-americana, o volume de compras chinesas pode não ser suficiente para reduzir significativamente os estoques.
Ainda assim, o desempenho da soja na bolsa de Chicago tem sido notável em outubro, com ganhos acumulados em torno de 10%. A posição para janeiro de 2025, por exemplo, avançou 8,5% ao longo do mês.
No mercado interno brasileiro, a valorização internacional não foi totalmente repassada. Os prêmios de exportação atuaram como um freio nos preços, levando os produtores a aproveitar momentos de alta para realizar vendas pontuais, mantendo um controle estratégico da comercialização.



