Andrômeda ruma à via láctea a 400 mil km/h para colisão inevitável

Astrônomos preveem um evento cósmico transformador para a Via Láctea, o Sol e o sistema solar: uma colisão direta com a galáxia de Andrômeda. O encontro, previsto para daqui a 4 bilhões de anos, remodelará nossa galáxia, alterando a face do céu noturno.
Andrômeda, a 2,5 milhões de anos-luz de distância, está em rota de colisão com a Via Láctea, impulsionada pela atração gravitacional mútua e pela influência da matéria escura. A galáxia vizinha se aproxima a uma velocidade impressionante de 400.000 km/h.
Durante décadas, o destino final de Andrômeda e da Via Láctea gerou debates. Agora, os dados apontam para uma colisão frontal.
O Telescópio Espacial Hubble desempenhou um papel crucial, permitindo medições precisas do movimento lateral de Andrômeda. Observações ao longo de cinco a sete anos revelaram a trajetória da galáxia, indicando um choque direto.
A colisão ocorrerá em 4 bilhões de anos, e a fusão completa levará mais 2 bilhões de anos. Apesar da escala cósmica, as estrelas individuais não colidirão devido às vastas distâncias entre elas. No entanto, a estrutura da Via Láctea se transformará radicalmente, com as estrelas assumindo novas órbitas.
Simulações sugerem que o Sol e o sistema solar serão deslocados para uma nova região da galáxia, mais distante do núcleo. A Galáxia do Triângulo (M33), poderá se juntar à colisão, possivelmente se fundindo com a Via Láctea/Andrômeda.
O resultado final será uma galáxia elíptica gigante, batizada de Milkomeda, onde os sistemas estelares se estabelecerão em órbitas aleatórias.
Em 3,75 bilhões de anos, Andrômeda dominará o céu noturno, com efeitos visíveis na Via Láctea. Daqui a 3,85 bilhões de anos, intensa formação estelar iluminará o céu. Em 5,1 bilhões de anos, os núcleos das galáxias serão visíveis como lóbulos brilhantes. Daqui a 7 bilhões de anos, a galáxia resultante da fusão preencherá o céu noturno, exibindo sua forma elíptica.
Apesar da expansão do universo, colisões galácticas continuam a ocorrer, impulsionadas pela matéria escura. Este evento cósmico destaca a natureza dinâmica do universo.
Fonte: www.tempo.com



