Argentina avalia jornada de 12 horas diárias com reforma trabalhista de milei

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O governo argentino está considerando implementar uma jornada de trabalho de até 12 horas diárias, uma medida que promete alterar profundamente o cenário trabalhista do país e da região. A proposta é parte de um conjunto de reformas planejadas pelo presidente Javier Milei e tem gerado debates acalorados sobre seus potenciais impactos na qualidade de vida dos trabalhadores e na economia nacional.

Ainda em fase de discussão, a medida visa, segundo defensores, aumentar a produtividade e a competitividade da Argentina no mercado global. A argumentação central é que a flexibilização da jornada de trabalho permitiria às empresas otimizar seus processos e se adaptar melhor às demandas do mercado, gerando mais empregos e renda.

Contudo, críticos da proposta argumentam que a ampliação da jornada de trabalho poderia levar a uma sobrecarga dos trabalhadores, com consequências negativas para a saúde física e mental, além de reduzir o tempo disponível para lazer e convívio social. Há também preocupações de que a medida possa precarizar as relações de trabalho, abrindo espaço para abusos por parte dos empregadores.

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Enquanto a Argentina debate essa possível mudança radical, outros países da América Latina se destacam por suas elevadas cargas horárias de trabalho. México, Costa Rica e Chile lideram o ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de países onde se trabalha mais horas por ano. Esses dados servem de parâmetro para avaliar o contexto argentino e os possíveis impactos da reforma proposta.

A confirmação, em outubro de 2025, pelo presidente Javier Milei da intenção de [informação omitida devido à ausência no texto original], reacendeu o debate sobre a necessidade de equilibrar a busca por maior produtividade com a garantia dos direitos trabalhistas e o bem-estar dos trabalhadores. A discussão promete ser longa e complexa, envolvendo governo, empresas, sindicatos e a sociedade civil como um todo. O resultado dessa análise definirá o futuro do trabalho na Argentina e poderá influenciar as políticas trabalhistas em outros países da região.

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