Argentina e Paraguai blindam fronteiras após operação no Rio de Janeiro

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Em resposta à recente Operação Contenção deflagrada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro contra o crime organizado nos complexos da Penha e do Alemão, Argentina e Paraguai intensificaram o patrulhamento em suas fronteiras com o Brasil. A medida visa prevenir a entrada de membros da facção criminosa Comando Vermelho que possam tentar escapar das operações policiais.

A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, anunciou o reforço na segurança fronteiriça como forma de proteger os cidadãos argentinos diante de um possível êxodo de criminosos em fuga do Rio de Janeiro. Em comunicado, ela mencionou o envio de um ofício à secretária de Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, determinando o aumento do efetivo de tropas federais na fronteira com o Brasil, classificando os integrantes do Comando Vermelho como narcoterroristas. Bullrich também instruiu os oficiais a estabelecerem contato com as autoridades policiais brasileiras e paraguaias para uma atuação conjunta.

O Paraguai, por sua vez, também adotou medidas extraordinárias de vigilância. O Conselho de Defesa Nacional (Codena) do país informou que o objetivo do reforço do efetivo fronteiriço e das medidas de controle migratório é impedir que integrantes do Comando Vermelho escapem para o território paraguaio. Em comunicado, o Codena afirmou que as instituições nacionais de segurança competentes estão atuando em toda a fronteira desde o dia 28, adotando medidas de prevenção e vigilância.

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Brasil, Argentina e Paraguai mantêm um acordo de cooperação policial na fronteira, que instituiu o Comando Tripartite da Tríplice Fronteira. Foi a partir de um alerta emitido por este comando que o governo paraguaio decidiu adotar as medidas de vigilância adicionais.

A Operação Contenção, realizada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, teve como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho e cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão. A operação resultou em cerca de 120 mortes, incluindo policiais, além de prisões, apreensão de armas e drogas. A operação é considerada a maior e mais letal realizada no estado nos últimos 15 anos, contando com um efetivo de 2,5 mil policiais.

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