Chapada diamantina almeja liderança nacional na produção de frutas vermelhas

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A Chapada Diamantina busca se consolidar como um dos principais polos de produção de frutas vermelhas do Brasil. A região aposta em seu clima favorável, na adoção de tecnologias avançadas e no apoio de instituições para impulsionar a produção e fortalecer a agricultura familiar.

Um passo importante nessa direção foi a recente visita técnica da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) a agroindústrias em Barra da Estiva e Mucugê. O objetivo principal da iniciativa foi fomentar novas parcerias entre empresas e cooperativas locais, visando expandir a produção e aprimorar a qualidade dos produtos.

O secretário Pablo Barrozo ressaltou o grande potencial do mercado de frutas vermelhas na Bahia. Segundo ele, o desenvolvimento do setor depende do fortalecimento do diálogo, da articulação de parcerias e da implementação de projetos que beneficiem todos os produtores da região, desde os pequenos agricultores até as grandes empresas.

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Em Barra da Estiva, a comitiva da Seagri visitou a Peterfrut, empresa com mais de 30 anos de experiência no cultivo de morango e referência nacional no setor. A empresa tem investido no sistema de produção suspensa, uma tecnologia moderna que, segundo o fundador Aguilar Peterle, garante maior produtividade, reduz o consumo de água e energia e diminui o custo por quilo produzido. Peterle ressalta que a migração do cultivo no solo para o modelo suspenso é uma tendência impulsionada por fatores técnicos, econômicos e pelas exigências do mercado.

Já em Mucugê, a visita foi à Coopchapada, cooperativa com dez anos de atuação e 80 associados, especializada no processamento de frutas congeladas e polpas. Com o apoio do programa Bahia Produtiva, a cooperativa ampliou sua capacidade de processamento para até 500 quilos de frutas por hora, incluindo framboesa, morango e outras variedades.

O presidente da Coopchapada, Cristiano Rocha, destacou a importância do investimento público para o desenvolvimento da cooperativa. Ele afirmou que a Coopchapada é um exemplo de como o investimento pode impulsionar a produção local, agregando valor aos produtos e criando oportunidades para os agricultores familiares. A nova estrutura tem potencial para multiplicar em até dez vezes sua capacidade atual de beneficiamento.

Para garantir que a modernização beneficie também os pequenos produtores, o governo e as instituições envolvidas discutem a criação de estruturas coletivas e unidades-piloto. A ideia é facilitar o acesso desses produtores a tecnologias como o cultivo suspenso.

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O agrônomo da Seagri, Paulo Sérgio Ramos, explicou que o objetivo é acelerar a transição para o modelo suspenso e mostrar aos agricultores familiares que essa é uma alternativa mais rentável. Ele ressaltou que sistemas como fertirrigação e estufas, apesar do alto investimento inicial, podem se tornar viáveis por meio de consórcios entre produtores, prefeituras e associações, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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