Cop30: manifesto impulsiona empreendedorismo climático feminino

Durante o lançamento da COP30, será divulgado o manifesto “Vivo Tecelãs do Clima”, um documento que marca o início do projeto Empreendedorismo Climático Feminino, iniciativa que visa promover a transição climática justa com foco na perspectiva de gênero. A ação é parte de um conjunto de iniciativas que visam reconhecer os pequenos negócios como protagonistas na transformação sustentável, e serão apresentadas durante a programação do evento.
O manifesto é resultado de um processo de escuta de mulheres empreendedoras em diferentes biomas brasileiros, por meio das Oficinas e Labs Vivos Tecelãs do Clima. O documento se baseia nos achados da pesquisa “Por Elas, Pelo Clima”, que investiga os desafios e o potencial das mulheres diante da crise climática. O material destaca o posicionamento da instituição na COP30, reconhecendo o empreendedorismo feminino como uma estratégia climática fundamental, com as mulheres sendo vistas como líderes na regeneração dos impactos causados pelas mudanças climáticas.
Outra iniciativa é o lançamento de uma plataforma de acompanhamento diário para pequenos negócios, que visa mensurar o progresso rumo à sustentabilidade. Atualmente, 48% dos 8,1 mil inscritos para o Selo ESG são empreendedoras. A plataforma digital oferece uma jornada personalizada com trilhas de sustentabilidade, ESG, vendas e marketing, além de suporte consultivo, conteúdo online e acesso ao Selo ESG.
A Jornada da Descarbonização é outro projeto a ser apresentado, com foco em conectar pequenos negócios liderados por mulheres ao mercado de carbono. O objetivo é incentivar práticas sustentáveis e criar um modelo automatizado para facilitar o acesso feminino a créditos de carbono. Trata-se de um projeto piloto voluntário, desenvolvido em parceria com a climate tech Vankka, voltado para mulheres empreendedoras do campo. As participantes percorrem uma jornada que inclui educação sobre carbono, medição simplificada de emissões, identificação de práticas regenerativas, certificação e acesso ao mercado de carbono. O modelo é automatizado através da Plataforma Vankka, simplificando o processo e reduzindo o tempo de acesso ao crédito de carbono.
Durante a COP30, a instituição busca estabelecer parcerias com bancos multilaterais, agências de cooperação e fundos climáticos internacionais, a fim de viabilizar linhas de crédito específicas para mulheres em negócios sustentáveis. O objetivo é também trocar experiências com países que já implementaram políticas de apoio ao empreendedorismo feminino em contextos climáticos, como certificações inclusivas, fundos verdes e incubadoras climáticas, além de programas de formação, mentorias e intercâmbios entre mulheres empreendedoras de diferentes países.
Para empreendedores interessados em explorar as oportunidades de negócios geradas pela COP30, a instituição disponibiliza um ambiente online com conteúdos exclusivos e informações sobre empreendedorismo internacional, inserção na agenda global de desenvolvimento sustentável e exemplos de soluções inovadoras e responsáveis.
Fonte: agenciasebrae.com.br



