Costa júnior: unita pronta para liderar transição estável em angola

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Adalberto Costa Júnior, candidato à reeleição para a presidência da UNITA, expressou, após votar no XIV Congresso Ordinário do partido, a necessidade de um debate que assegure uma transição estável para Angola. O congresso definirá o próximo líder da organização.

Costa Júnior lamentou a “falta de diálogo institucional” no país, enfatizando que a UNITA está focada em promover um ambiente propício para uma mudança política planejada. “As pessoas não gostam do nome pacto de regime, mas é isso que nós precisamos de um pacto de transição”, afirmou o político, alertando para exemplos negativos observados em outros países africanos que Angola deve evitar.

O candidato sublinhou que a chave para uma transição bem-sucedida reside na “maturidade das lideranças” e manifestou otimismo quanto à sua vitória na disputa contra Rafael Massanga Savimbi, filho do fundador da UNITA, Jonas Savimbi. “Estou direcionado para dar garantias de transição estável, Angola precisa disto”, pontuou.

Costa Júnior destacou que a campanha interna do partido foi marcada por uma democracia efetiva, diferenciando a UNITA de outras organizações políticas. “Não há outros partidos com este tipo de experiências”, afirmou, defendendo que a UNITA busca ser um modelo para o país, demonstrando o valor da pluralidade democrática. “Queremos ser o espelho daquilo para que o país não está preparado”, declarou, criticando o governo atual por, segundo ele, temer a pluralidade democrática.

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As votações para a escolha do novo líder tiveram início no complexo Sovsm, quartel-general da UNITA em Viana, nos arredores de Luanda, com a participação de mais de 1.200 delegados eleitores.

Sobre o processo eleitoral interno, Adalberto Costa Júnior descreveu-o como “um processo longo e muito transparente”, ressaltando que as listas de votação foram publicadas com antecedência para consulta.

Ele recordou seu mandato anterior, marcado por irregularidades e impugnações, mas também por “muito preço político, muita resiliência, trabalho em condições muito difíceis”. Expressou satisfação com o dinamismo e energia demonstrados pelo partido durante a campanha. “Espero que o partido que encontrei desta vez, muito mais dinâmico e muito energético, corresponda a uma votação expressiva”, disse.

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Caso seja reeleito, Costa Júnior assegura que o partido estará “mais avançado na preparação para o programa de alternância”, destacando os “debates úteis” já realizados e a preparação da UNITA para liderar o processo.

Reafirmou que não há tensões internas significativas, lembrando que a UNITA já realizou sete congressos plurais e superou “os pruridos entre candidaturas”.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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