Crédito rural impulsionado por alta de 31% nas cprs

Compartilhe

O mercado de crédito rural apresenta um panorama promissor neste início de safra, impulsionado pelo notável crescimento das Cédulas de Produto Rural (CPR). Um levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revela que os recursos captados por meio de CPR para o custeio da safra atingiram R$ 86,2 bilhões no período de julho a outubro de 2025, representando um aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O instrumento financeiro se consolida como uma importante fonte de financiamento para o setor do agronegócio. A análise considera apenas as CPRs emitidas diretamente por produtores rurais em favor de instituições financeiras, demonstrando a confiança do setor neste tipo de título.

Ao somar os recursos do custeio tradicional com os valores captados via CPR, o montante total destinado ao campo no período alcançou R$ 156,9 bilhões. Este valor representa um acréscimo de 4% em relação à safra anterior (2024/2025), evidenciando um cenário de financiamento consistente.

Publicidade

No geral, o crédito rural contratado entre julho e outubro de 2025, abrangendo todas as finalidades, totalizou R$ 201,75 bilhões, registrando um ligeiro aumento de 0,3% em comparação com os R$ 201,16 bilhões do mesmo período do ano passado.

Além do expressivo desempenho das CPRs, outros segmentos do crédito rural também apresentaram resultados positivos. Os recursos contratados para industrialização tiveram um crescimento robusto de 29%, totalizando R$ 11,7 bilhões. O Programa de Construção de Armazéns (PCA), destinado a investimentos, apresentou um desempenho 22% superior ao período anterior. O programa voltado para a comercialização da produção agrícola, também registrou alta, de 3%.

Apesar do crescimento nos valores captados, o relatório do Mapa indica uma redução em dois indicadores operacionais. O número total de contratos firmados sofreu uma queda de 29%, passando de 300.346 para 212.801. Adicionalmente, os valores efetivamente concedidos aos produtores registraram uma retração de 7%, somando R$ 187,81 bilhões.

Estes dados sugerem uma concentração de valor por operação, indicando que os produtores, especialmente os de maior porte, estão acessando linhas de crédito com volumes individuais mais elevados, tendo a CPR como um instrumento chave nesse processo.

Publicidade
Compartilhe