FMC enfrenta queda nas ações após resultados fracos e plano de fechamentos

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As ações da FMC sofreram uma queda de 25% nas negociações de quarta-feira, e continuaram em declínio na manhã de quinta-feira, com mais de 4% de baixa. O motivo foi a divulgação de resultados considerados fracos no terceiro trimestre, sem sinais de uma recuperação a curto prazo.

A empresa revisou para baixo sua previsão de fluxo de caixa para o ano todo. A projeção, que no segundo trimestre apontava para um resultado positivo entre US$ 200 milhões e US$ 400 milhões, agora indica a possibilidade de ficar no ponto de equilíbrio ou, no pior cenário, ter uma queima de caixa de US$ 200 milhões.

Analistas do Morgan Stanley observaram que o corte no fluxo de caixa livre é notável, considerando que a projeção para o EBITDA de 2025 foi reduzida em apenas US$ 60 milhões no ponto médio.

A FMC reduziu sua projeção de EBITDA para uma faixa entre US$ 830 milhões e US$ 870 milhões, em comparação com a faixa anterior de US$ 870 milhões a US$ 950 milhões.

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Essa redução no EBITDA é consequência direta de expectativas de receita mais fracas. A receita da FMC caiu 49% no terceiro trimestre, atingindo US$ 542 milhões. A empresa sinalizou que pelo menos outra queda já está prevista, à medida que encerra suas operações na Índia.

Os resultados fracos no terceiro trimestre foram amplamente influenciados por devoluções de produtos e ajustes de preços na Índia. A empresa afirmou que essas medidas visavam limpar seu balanço local antes de uma possível venda. Essas ações tiveram um impacto negativo de US$ 282 milhões na receita do trimestre.

Segundo o CEO, os ajustes são itens pontuais que devem reduzir o risco de encargos tributários adicionais e “posicionar o negócio para resultados mais fortes no futuro”.

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Mesmo excluindo a baixa contábil na Índia, o desempenho geral da FMC foi considerado fraco. A receita, excluindo a Índia, totalizou US$ 961 milhões, uma queda de 10% em relação ao ano anterior. Analistas esperavam algo próximo de US$ 1 bilhão.

A empresa mencionou ajustes em contratos com fornecedores e uma pressão de preços intensificada por concorrentes de genéricos na Ásia e na América Latina como fatores-chave por trás do declínio.

Na América Latina, a maior divisão regional da FMC em receita, liderada por suas operações brasileiras, as vendas caíram 8%.

O CEO afirmou que, além da pressão dos genéricos, a baixa liquidez dos clientes causou restrições de crédito no Brasil e na Argentina, o que prejudicou ainda mais o crescimento.

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No resultado final, a FMC reportou um prejuízo líquido de US$ 569 milhões, em comparação com um lucro de US$ 66 milhões no ano anterior. Esse resultado está amplamente ligado aos impactos contábeis de suas operações na Índia.

Durante o trimestre, a empresa contabilizou uma baixa contábil de US$ 227 milhões relacionada à reavaliação de seus negócios na Índia, agora avaliados em US$ 450 milhões. Em toda a demonstração do resultado, as operações indianas contribuíram com aproximadamente US$ 510 milhões em encargos e baixas contábeis combinadas.

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