Futuro incerto? formados em universidades de elite podem estar em risco, diz ceo

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A Geração Z enfrenta um cenário de empregabilidade desafiador, com a redução de ofertas de trabalho e a crescente presença de inteligência artificial em diversas funções. Diante deste quadro, o sonho de muitos jovens de ascender profissionalmente após a graduação parece cada vez mais distante. Alex Karp, CEO da Palantir e crítico do sistema de ensino superior, compartilhou sua visão sobre quais profissionais correm mais risco na era da inteligência artificial.

Em entrevista, Karp afirmou que aqueles com um perfil generalista e que buscam universidades de prestígio apenas pelo status, sem focar em habilidades específicas, podem enfrentar dificuldades. Ele mencionou universidades como Yale, ressalvando que, embora admire a instituição (onde inclusive tem familiares), ela representa um modelo de ensino que pode não ser o mais adequado para o futuro. Stanford seria outra exceção à sua crítica.

A visão do CEO ecoa declarações anteriores sobre o ensino superior, que, segundo ele, falha em preparar os alunos para o mercado de trabalho real. A Palantir, inclusive, lançou um programa para atrair jovens talentos diretamente do ensino médio, oferecendo uma alternativa à graduação.

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Karp acredita que o futuro pertence àqueles com conhecimento especializado, capazes de resolver problemas complexos e agregar valor tangível. Ele ilustra com o exemplo de um profissional que, mesmo sem formação universitária, consegue diagnosticar e solucionar um defeito em um equipamento complexo, que normalmente seria reparado por um especialista. Segundo ele, a remuneração estará diretamente ligada ao valor gerado.

O CEO é conhecido por suas críticas contundentes ao ensino superior, afirmando que o conhecimento adquirido em universidades muitas vezes não reflete a realidade do mundo. Sua empresa, a Palantir, já se envolveu em controvérsias por fornecer tecnologia para órgãos governamentais.

A Palantir lançou a “Meritocracy Fellowship”, um programa de estágio remunerado voltado para jovens recém-formados no ensino médio que não pretendem ingressar na universidade. O programa, com duração de quatro meses, oferece aos participantes a oportunidade de estudar história e fundamentos da civilização ocidental, além de trabalhar em projetos técnicos ao lado de funcionários da Palantir. Aqueles que se destacarem têm a chance de serem entrevistados para vagas em tempo integral na empresa. O programa recebeu mais de 500 candidaturas, com apenas 22 jovens selecionados.

Karp ressalta que, após ingressar na Palantir, o histórico acadêmico dos funcionários se torna irrelevante, sendo a experiência na empresa o principal diferencial em suas carreiras.

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