Heranças bilionárias atingem pico, criando dezenas de novos ricos em 2025
Uma transferência de riqueza sem precedentes está em curso, impulsionada pela maior onda de sucessões já registrada. Em 2025, espera-se que 91 indivíduos se tornem bilionários por meio de heranças, marcando um novo recorde desde o início dos levantamentos em 2015. O montante total herdado por esse grupo atingirá a cifra de US$ 298 bilhões, representando um aumento superior a um terço em relação ao ano anterior.
Este fenômeno, conforme apontam análises recentes, sinaliza uma intensificação da transferência de riqueza ao longo de vários anos. Os herdeiros, beneficiários dessa mudança geracional, estão no centro das atenções, representando uma fatia cada vez maior da elite global.
Um estudo detalhado, baseado em entrevistas com clientes de altíssimo patrimônio e em dados abrangentes de 47 mercados globais, projeta que pelo menos US$ 5,9 trilhões serão transmitidos aos herdeiros bilionários nos próximos 15 anos. Os Estados Unidos lideram a lista de países onde se espera o maior crescimento dessas heranças, seguidos por Índia, França, Alemanha e Suíça.
Contudo, a crescente mobilidade dos bilionários, especialmente entre os mais jovens, pode alterar esse cenário. A busca por uma melhor qualidade de vida, preocupações com a geopolítica e considerações tributárias são fatores que influenciam as decisões de mudança de residência.
A Suíça, um destino tradicionalmente atrativo para grandes fortunas, viu recentemente seus eleitores rejeitarem uma proposta de imposto de 50% sobre heranças acima de US$ 62 milhões. Críticos argumentaram que a medida poderia provocar um êxodo de indivíduos ricos, buscando refúgio em jurisdições mais favoráveis.
Atualmente, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Cingapura figuram entre os destinos preferidos dos bilionários. A rejeição do imposto sobre heranças na Suíça pode inclusive reforçar o apelo do país como um centro de riqueza global.



