Inovação amazônica brilha em lisboa com ia que preserva a floresta

Startups brasileiras mostram que inovação e sustentabilidade podem andar juntas, especialmente em regiões de alta biodiversidade como a Amazônia, tema central de um painel no Web Summit Lisboa. O evento, que reuniu líderes e especialistas, destacou o papel da bioeconomia como vantagem competitiva do Brasil e o crescimento do empreendedorismo na região amazônica.
Nos últimos anos, o Sebrae intensificou o investimento na bioeconomia, impulsionando o programa Inova Amazônia, que já envolve milhares de empreendedores. Atualmente, a Amazônia Legal abriga cerca de 2.900 startups, com um número expressivo liderado por mulheres, demonstrando que políticas públicas e apoio coordenado podem fomentar a inovação mesmo em ambientes desafiadores.
Um exemplo notável é a Wood Chat, startup fundada por Fernanda Onofre, que combina inteligência artificial, conservação ambiental e o conhecimento tradicional das comunidades locais. A empresa desenvolveu uma IA capaz de identificar espécies de madeira com alta precisão, operando através do WhatsApp, facilitando o acesso em áreas com conectividade limitada. Segundo Fernanda, a tecnologia só gera impacto quando integrada às pessoas certas.
A Wood Chat ganhou reconhecimento da Meta no desafio WhatsApp pela Amazônia e expandiu suas soluções com o Wood Catalog, um banco digital de espécies amazônicas; o Wood Pass, que rastreia a madeira exportada para o mercado europeu; e a Professora da Floresta, uma assistente digital educativa com personagens inspirados em árvores nativas.
Fernanda atribui seu sucesso à colaboração com instituições de fomento, como o Sebrae e a ApexBrasil. A participação em programas como o Conexão Floresta, Sebrae Startups, Ela Exporta e PEIEX preparou a empresa para expandir suas operações na Europa. Atualmente, a Wood Chat integra um programa de nove meses em Lisboa, em parceria com o Sebrae e a ApexBrasil.
Essa trajetória ilustra o potencial da inovação sustentável, com empreendedores que utilizam a tecnologia para proteger a floresta, em vez de explorá-la. A presença no Web Summit reforça a importância de acelerar a internacionalização das startups de impacto e fortalecer as conexões com a Europa, consolidando o Brasil como líder na nova economia verde, baseada em inovação, diversidade e cooperação.
A mensagem final de Fernanda Onofre ressoa como um chamado à ação: a floresta é um centro de inovação, e ao aprendermos a ouvi-la, ela nos mostra o caminho. A expectativa é que nos próximos anos, mais mulheres e empreendedores da Amazônia possam compartilhar suas experiências e provar que tecnologia e natureza podem coexistir em harmonia.
Fonte: agenciasebrae.com.br



