Justiça do trabalho leva atendimento itinerante à amazônia

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) estão planejando uma série de ações itinerantes para levar serviços da Justiça do Trabalho a áreas remotas da Região Norte do Brasil. O projeto visa alcançar cidades e localidades com acesso limitado à justiça social e a serviços essenciais de cidadania.

Uma reunião virtual recente entre o presidente do TST e do CSJT e os presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) da Região Norte estabeleceu as bases para essa iniciativa. O objetivo principal do encontro foi alinhar as estratégias para a implementação do projeto de itinerância.

Segundo informações, as primeiras ações estão programadas para começar em fevereiro de 2026, com foco inicial na região do Bico do Papagaio, área de fronteira entre Tocantins, Maranhão e Pará. A iniciativa também deverá se estender ao Oiapoque, no Amapá, à Ilha de Marajó, no Pará, e a Paracaima, em Roraima.

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Além dos serviços judiciais, o projeto busca promover a cidadania e os direitos humanos nas comunidades visitadas. A ideia é complementar o trabalho já realizado pelos TRTs de cada região, que promovem regularmente audiências e atendimentos. A iniciativa do TST visa ampliar o alcance dessas ações, levando mais serviços de cidadania à população.

O TRT da 8ª Região, que abrange os estados do Pará e Amapá, possui um manual da Justiça Itinerante e uma unidade móvel equipada para levar os serviços da Justiça do Trabalho a localidades distantes dos grandes centros urbanos. A unidade móvel permite oferecer atendimento e serviços em áreas de difícil acesso.

O TRT-8 também mantém parcerias com outros órgãos, como o Ministério do Trabalho e Emprego e o INSS, para ampliar a oferta de serviços durante as ações itinerantes. Essas parcerias visam garantir que a população tenha acesso a uma gama mais ampla de serviços essenciais.

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