Lô borges, ícone do clube da esquina, morre aos 73 anos

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O cenário musical brasileiro se despediu nesta segunda-feira de Lô Borges, um dos pilares do movimento Clube da Esquina e figura seminal na Música Popular Brasileira (MPB). O artista, aos 73 anos, faleceu em Belo Horizonte, após um período de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital local.

Lô Borges enfrentava complicações de saúde decorrentes de uma intoxicação por medicamentos, quadro que exigiu suporte de ventilação mecânica. Durante sua estadia no hospital, o músico passou por uma traqueostomia, procedimento realizado para auxiliar na respiração.

A notícia da morte de Lô Borges causou grande comoção entre músicos, artistas e admiradores de sua obra. Sua contribuição para a música brasileira é inegável, marcando gerações com canções que exploram a sensibilidade e a poesia.

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Nascido em Minas Gerais, Lô Borges iniciou sua trajetória musical ainda jovem, demonstrando talento e paixão pela arte. Ao lado de Milton Nascimento e outros artistas, fundou o Clube da Esquina, movimento que revolucionou a MPB ao incorporar elementos da música erudita, do jazz e do rock.

O álbum “Clube da Esquina”, lançado em 1972, é considerado um marco na história da música brasileira, consolidando Lô Borges como um dos principais compositores e intérpretes do país. Suas canções, como “Paisagem da Janela”, “Para Lennon e McCartney” e “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, tornaram-se clássicos atemporais, presentes no imaginário popular.

Ao longo de sua carreira, Lô Borges lançou diversos álbuns solo, explorando diferentes sonoridades e temáticas. Sua obra é caracterizada pela originalidade, pela sofisticação e pela capacidade de emocionar o público. Sua partida deixa um legado imensurável para a cultura brasileira.

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