O que é anorgasmia? entenda a disfunção sexual e seus impactos
Uma vida sexual ativa contribui para a melhora do sono, redução do estresse e fortalecimento do sistema cardiovascular. O orgasmo, nesse contexto, é um ponto crucial. No entanto, a anorgasmia, uma disfunção sexual, pode afetar a saúde mental e a qualidade de vida de muitas pessoas.
Especialistas observam que a anorgasmia afeta mais mulheres do que homens. Fatores culturais e tabus em torno do prazer feminino, somados ao desconhecimento sobre o próprio corpo, contribuem para essa disparidade.
O orgasmo é um processo complexo que envolve o cérebro, os órgãos genitais, nervos e hormônios. Um psicólogo britânico divide o ciclo orgástico em quatro fases: desejo (libido), excitação (emoção), orgasmo (clímax) e resolução (sensações pós-sexo).
A anorgasmia se manifesta como a incapacidade de atingir o orgasmo, mesmo com estímulos sexuais e excitação, diferenciando-se da assexualidade, que é a ausência de interesse sexual.
Existem diferentes tipos de anorgasmia. A primária ocorre quando a pessoa nunca experimentou um orgasmo. A secundária se manifesta em indivíduos que já tiveram orgasmos, mas deixaram de tê-los devido a fatores físicos ou psicológicos. A anorgasmia situacional limita o orgasmo a estímulos ou parceiros específicos. Há também a anorgasmia induzida por medicamentos, como antidepressivos, que podem afetar o desejo sexual.
Um estudo científico aponta que a anorgasmia em mulheres pode estar ligada a traumas ou alterações físicas e fisiológicas, como problemas no assoalho pélvico. A menopausa, com a queda do hormônio estrogênio, também pode causar perda de libido e anorgasmia. Cirurgias como a histerectomia e doenças como a endometriose também podem desencadear a disfunção.
Causas psicológicas afetam homens e mulheres. Ansiedade, depressão, problemas financeiros, visões negativas sobre o sexo (devido a educação religiosa ou cultural repressiva) e abusos sexuais são gatilhos comuns.
Urologistas alertam que é importante diferenciar disfunção erétil de anorgasmia masculina. Na ejaculação retardada, o orgasmo ocorre, mas demora. Na disfunção erétil, há dificuldade em manter a ereção. Na anorgasmia, o orgasmo não ocorre ou acontece sem prazer, mesmo com ereção e ejaculação.
A anorgasmia pode afetar a autoestima, gerando insegurança e sintomas de depressão. Relações sexuais e parceiros também são impactados. A falta de tratamento pode levar ao desgaste da intimidade, afastamento afetivo e conflitos no relacionamento.
O tratamento da anorgasmia é complexo e individualizado. Uma abordagem multidisciplinar pode incluir medicamentos, terapia sexual e terapia de casal. Outras estratégias incluem o uso de brinquedos sexuais e a inovação nas preliminares. A autoinvestigação também é importante para descobrir novas zonas erógenas.
Especialistas ressaltam que o orgasmo desempenha um papel importante na saúde física e mental, liberando endorfinas e ocitocina, hormônios ligados ao prazer, relaxamento e bem-estar. A ausência desse momento pode trazer consequências negativas.


