Preços da soja disparam impulsionados pelo dólar forte e demanda aquecida
O mercado de soja no Brasil demonstra sinais de aquecimento, impulsionado principalmente pela valorização do dólar. Apesar da retração da soja na CBOT (Bolsa de Mercadorias de Chicago), o efeito cambial elevou os preços em diversas regiões do país.
Na comercialização, observou-se um movimento mais intenso, tanto para a soja disponível quanto para a safra nova. O restante da semana, no entanto, transcorreu de forma mais lenta, com o mercado aguardando o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado na próxima terça-feira, 9 de dezembro.
Em relação aos preços no Brasil, em Passo Fundo, a saca subiu de R$ 137,00 para R$ 140,00. Santa Rosa também registrou alta, passando de R$ 138,00 para R$ 140,50. Cascavel manteve-se estável em R$ 136,00. Rondonópolis, por outro lado, apresentou queda, de R$ 125,00 para R$ 123,00. Dourados permaneceu em R$ 126,00, enquanto Rio Verde subiu de R$ 127,00 para R$ 130,00. Nos portos, Paranaguá viu um aumento de R$ 141,50 para R$ 144,00, e Rio Grande, de R$ 144,00 para R$ 146,00.
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em baixa, marcando a primeira queda semanal em oito semanas. A incerteza sobre a demanda chinesa pelo produto americano influenciou esse resultado. O mercado aguarda os números de dezembro do USDA, que serão divulgados na terça-feira, para ajustar as posições.
O USDA informou vendas de aproximadamente 2,7 milhões de toneladas de soja dos EUA para a China desde 30 de outubro. Adicionalmente, foram anunciadas vendas de mais 462 mil toneladas para o país asiático.
Após uma trégua na disputa comercial entre Washington e Pequim, as compras chinesas de soja dos EUA foram retomadas, embora os volumes totais ainda estejam abaixo da meta de 12 milhões de toneladas mencionada por autoridades dos EUA.
Espera-se que o USDA eleve a projeção para os estoques finais dos Estados Unidos em 2025/26. Analistas estimam que os estoques americanos em 2025/26 fiquem em 309 milhões de bushels, em comparação com os 290 milhões previstos em novembro. No que diz respeito à oferta e demanda mundial, o mercado projeta estoques finais 2024/25 de 123,4 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 14,25 centavos de dólar, cotados a US$ 11,05 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,16 por bushel, com retração de 12,75 centavos de dólar.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com alta de 2,33%, sendo negociado a R$ 5,4340 para venda e a R$ 5,4320 para compra. Na semana, a moeda norte-americana teve valorização de 1,86%.


