Quais exames médicos você não precisa fazer anualmente?

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A necessidade de realizar exames médicos anualmente é uma questão que frequentemente gera dúvidas. Embora a repetição anual de certos testes possa parecer uma medida preventiva eficaz, a ciência demonstra que nem sempre essa prática é necessária. A periodicidade ideal varia consideravelmente, dependendo da idade, histórico familiar, estilo de vida e condições de saúde individuais. Alguns exames, inclusive, são mais adequados para situações específicas.

A seguir, desmistificamos algumas ideias sobre check-ups, indicando quais exames não precisam ser repetidos a cada ano e enfatizando a importância de seguir as orientações médicas personalizadas. Cada organismo é único e requer cuidados específicos.

O check-up deve ser individualizado, sendo o médico responsável por definir a frequência dos exames, considerando o estado geral do paciente, seus antecedentes e histórico familiar.

Segundo um especialista, alguns exames médicos são recomendados anualmente a partir dos 25 anos para pessoas com fatores de risco ou histórico familiar de doenças. Caso contrário, a indicação para esses exames se inicia a partir dos 35 anos.

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Exames cardíacos como holter e teste ergométrico geralmente não são recomendados de rotina para adultos jovens sem sintomas ou fatores de risco. Se necessários, são realizados em intervalos mais longos, especialmente se os resultados anteriores forem normais. A Sociedade Brasileira de Cardiologia não indica o teste ergométrico como exame de rotina para pacientes assintomáticos de baixo risco.

O exame Papanicolau, recomendado a partir do início da vida sexual da mulher, não precisa ser feito anualmente. A recomendação geral é realizar o exame e, se os dois primeiros resultados forem normais, repeti-lo a cada 3 anos. Essa frequência pode variar conforme a idade, histórico e fatores de risco individuais.

Outros exames ginecológicos, como o ultrassom transvaginal, também não precisam ser realizados rotineiramente em pacientes sem sintomas ou fatores de risco específicos. Não há evidências científicas que justifiquem a indicação da ultrassonografia transvaginal de rotina nesses casos.

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O ultrassom da tiroide também não faz parte dos exames de rotina para a população em geral. A realização desnecessária pode levar ao “superdiagnóstico” de nódulos benignos, causando preocupação e procedimentos médicos desnecessários. A indicação deve ser feita pelo médico, considerando sintomas, histórico familiar ou alterações identificadas no exame físico.

Testes de intolerância alimentar, embora importantes para o bem-estar de alguns pacientes, não são obrigatórios em um check-up anual. Eles são mais indicados para pessoas com sintomas como azia, estufamento, gases ou enxaquecas. O exame detecta a presença de anticorpos IgG específicos contra certos alimentos consumidos.

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