Retirada de tarifa anima mercado do boi gordo e futuros na b3

Após uma semana de preços em baixa, o mercado de boi gordo demonstra sinais de recuperação, impulsionado por recentes mudanças nas tarifas de exportação. O anúncio da remoção das tarifas adicionais de 40% sobre a carne bovina brasileira, que agora retorna à alíquota de 26,4%, gerou otimismo entre os agentes do setor.
Na volta do feriado, o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, apontou que a notícia impactou positivamente o mercado futuro, com os preços do boi gordo registrando alta de mais de 2% na B3. No mercado físico, negócios pontuais chegaram a ser reportados a R$ 330 em São Paulo, embora a movimentação de preços ainda seja considerada tímida. Frigoríficos demonstram cautela em relação à demanda da China, o principal importador da proteína bovina brasileira.
A preocupação reside na incerteza sobre o posicionamento chinês em relação às investigações conduzidas desde o final do ano anterior. Existe o receio de que os produtores locais possam se sentir prejudicados pelas fortes importações de carne nos últimos anos, provenientes de mercados como o Brasil.
No cenário doméstico, a demanda interna permanece aquecida, impulsionada pela proximidade do pagamento do 13º salário, pela criação de empregos temporários e pelas celebrações de fim de ano.
O balanço da semana, encerrada em 19 de novembro, indicou preços mais baixos para a arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização do país. Em São Paulo, o valor ficou em R$ 325, representando uma queda de 1,52% em relação aos R$ 330 da semana anterior. Goiânia registrou R$ 320, com baixa de 1,54%. Uberaba apresentou um leve avanço, chegando a R$ 320, um aumento de 1,59%. Dourados marcou R$ 320, com recuo de 3,03%, enquanto Cuiabá ficou em R$ 305, valor 1,61% inferior. Vilhena apresentou a maior retração, fechando em R$ 280, uma queda de 5,08%.
No mercado atacadista, os preços se mantiveram firmes ao longo da semana. A expectativa é que o movimento de alta continue no curto prazo, impulsionado pelas festas de fim de ano, pela geração de empregos temporários e pelo 13º salário. O quarto traseiro se manteve em R$ 26,00 o quilo, e o quarto dianteiro em R$ 19,50 o quilo.
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada renderam US$ 905,060 milhões em novembro (até o dia 10). A quantidade total exportada atingiu 163,699 mil toneladas, com o preço médio da tonelada em US$ 5.528,80. Em comparação com novembro de 2023, houve um aumento de 54,7% no valor médio diário da exportação, um ganho de 36,3% na quantidade média diária exportada e um avanço de 13,5% no preço médio.

