Soja: chicago derruba cotações e prejudica negócios no mercado brasileiro

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O mercado de soja no Brasil registrou um dia de baixa movimentação e recuo nos preços, afetado diretamente pela correção observada na Bolsa de Chicago. Segundo analistas, o dia foi marcado por uma escassez de negócios significativos, tanto para a soja disponível quanto para a safra futura.

A desvalorização acompanhou o movimento de Chicago, que devolveu parte das altas recentes. A volatilidade do dólar e a tímida elevação dos prêmios adicionaram restrições às referências de preço, limitando o ímpeto dos negócios.

O período da manhã apresentou os melhores momentos, precedendo a perda de força do mercado. A ausência de diversos players ativos, com várias tradings fora do mercado, resultou em poucas ofertas concretas.

Em relação aos preços médios da saca de soja, foram observadas as seguintes alterações:

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Passo Fundo (RS): De R$ 136 para R$ 135
Santa Rosa (RS): De R$ 137 para R$ 135
Cascavel (PR): De R$ 135 para R$ 134
Rondonópolis (MT): Mantiveram-se em R$ 125
Dourados (MS): De R$ 126,50 para R$ 125,50
Rio Verde (GO): De R$ 127 para R$ 125
Porto de Paranaguá (PR): De R$ 142 para R$ 140
Porto de Rio Grande (RS): De R$ 142 para R$ 140

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros de soja encerraram a sessão com quedas acentuadas. A pressão veio da demanda reduzida da China pela soja norte-americana, com o país asiático optando pelo produto brasileiro, considerado mais competitivo em termos de preço.

Apesar de uma cerimônia de assinatura de acordos para aquisição de soja pela estatal chinesa COFCO, detalhes como volume e vendedores não foram divulgados. O presidente da Câmara de Comércio de Produtos Agrícolas da China indicou que o comércio entre China e Estados Unidos está em processo de normalização após um período de tensões.

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Contudo, analistas permanecem atentos, aguardando grandes compras que confirmem os números divulgados pela Casa Branca, que apontam para a compra de milhões de toneladas de soja dos EUA pela China até o fim de 2025, e milhões de toneladas anuais nos três anos subsequentes. O governo chinês ainda não confirmou oficialmente esses números.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2026 fecharam a US$ 11,07 1/2 por bushel, registrando uma baixa de 2,35%. A posição para março de 2026 foi cotada a US$ 11,17 1/2 por bushel, com uma queda de 2,14%.

No mercado de subprodutos, a posição de dezembro do farelo encerrou com recuo de 3,72%, cotada a US$ 312,70 por tonelada. Os contratos de óleo com vencimento em dezembro fecharam a 49,35 centavos de dólar, com perda de 0,68%.

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,23%, sendo negociado a R$ 5,3480 para venda e a R$ 5,3460 para compra.

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