Taxa de importação afasta quase 40% dos consumidores, revela levantamento

Um levantamento recente aponta que a nova política de tributação sobre produtos importados de baixo valor, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”, tem impactado significativamente o comportamento do consumidor brasileiro. Quase quatro em cada dez consumidores, precisamente 38%, afirmam ter desistido de realizar compras em sites internacionais em decorrência do aumento nos custos, ocasionado pela cobrança do Imposto de Importação.
O estudo revela um aumento expressivo na taxa de desistência em comparação com o cenário anterior à implementação da medida. Antes da entrada em vigor da nova legislação tributária, apenas 13% dos consumidores relatavam ter abandonado a intenção de compra em plataformas estrangeiras devido aos custos de importação. O aumento de 13% para 38% evidencia o impacto direto da “taxa das blusinhas” no poder de compra e nas decisões dos consumidores.
A elevação dos preços finais dos produtos importados, resultante da aplicação do Imposto de Importação, parece ser o principal fator que leva os consumidores a repensarem suas compras online. Com a incidência do imposto, itens que antes eram considerados acessíveis se tornam menos atrativos, especialmente para aqueles com orçamento mais limitado.
O levantamento demonstra uma mudança considerável no perfil do consumidor que busca produtos em sites internacionais. O acesso a produtos exclusivos, a variedade de opções e os preços, em alguns casos, mais competitivos eram atrativos importantes. No entanto, a nova realidade tributária parece ter diminuído o interesse nesse tipo de compra, direcionando parte dos consumidores para o mercado nacional ou outras alternativas.
Embora o objetivo da “taxa das blusinhas” seja aumentar a arrecadação e proteger a indústria nacional, os dados indicam que a medida tem gerado um efeito colateral significativo: a redução do consumo de produtos importados. Resta acompanhar os próximos levantamentos e análises para entender se essa tendência se consolidará ou se os consumidores encontrarão formas de adaptar-se à nova realidade tributária.
Fonte: www.semana7.com.br



