Último suspiro? ações da FMC desabam na bolsa de valores

As ações da FMC enfrentam um duro golpe no mercado financeiro, com uma queda expressiva de 43% nesta quinta-feira, após já terem sofrido um declínio de 23% no after-market da NYSE no dia anterior. A perspectiva de um período desafiador e de reajustes significativos até 2026 tem gerado forte impacto sobre os papéis da empresa.
Segundo o CEO da FMC, Pierre Brondeau, a companhia almeja um cenário mais confortável em 2028, buscando retornar a um patamar operacional semelhante ao de 2018. Até lá, a estratégia da empresa será focada na proteção de seu portfólio essencial.
Brondeau atribui a atual situação da FMC a uma combinação de fatores, incluindo um mercado mais fraco do que o previsto inicialmente e custos de produção que não se encontram em níveis ideais. Ele explicou que a empresa acreditava ser capaz de lidar com os custos de produção menos competitivos por um período de dois a três anos. No entanto, com a demanda em baixa, a maior presença de genéricos no mercado forçou a FMC a repensar seu portfólio.
A reestruturação em curso prevê a manutenção do inseticida Rynaxypyr, quatro novos ingredientes ativos e duas moléculas no portfólio da FMC. As demais opções poderão ser transferidas para outras fábricas ou para um modelo de fornecimento diferente do atual.
A empresa deposita suas esperanças de crescimento futuro em novos lançamentos de moléculas no mercado. Brondeau enfatizou a capacidade da FMC de adaptar seus processos de produção e a existência de uma demanda consistente por novas tecnologias que serão comercializadas, ressaltando a importância da obtenção de registros.
Embora a FMC não considere a venda de ingredientes ativos em vias de comercialização, a empresa não descarta a possibilidade de formar parcerias com outras empresas para outras moléculas, visando aliviar a pressão sobre o caixa.
Apesar das dificuldades enfrentadas, a FMC não planeja se retirar de outras regiões além da Índia. A empresa reconhece que a demanda em países da América Latina e Ásia está abaixo do esperado, mas acredita que esse cenário pode ser corrigido no futuro.
A saída da Índia, que é vista como um caso isolado, levará a um redimensionamento das operações da FMC na Ásia. Brondeau destacou que a empresa não precisará manter o mesmo tamanho de suas áreas de P&D e marketing após a saída do país.


