Vinland aposta em ações com equipe ex-j safra e nova estratégia
Em um movimento estratégico para fortalecer sua atuação no mercado de ações, a Vinland anunciou a contratação de quatro experientes profissionais da J. Safra Asset Management. A gestora busca, com essa reformulação, solidificar sua presença e oferecer produtos mais diversificados aos seus clientes.
Os novos integrantes da equipe de renda variável são os gestores Rodrigo Andrade e João Paulo Caruso, juntamente com os analistas Thiago Rolo e Vinicio Huang. Com a chegada do novo time, a área de ações da Vinland passa a contar com seis profissionais, sob a liderança de Rodrigo Andrade, que ascende a um dos principais sócios da empresa. Andrade traz consigo a experiência de oito anos na J. Safra, onde era responsável pela gestão dos fundos da família Kepler, que totalizavam aproximadamente R$ 2 bilhões em patrimônio.
“Agora temos uma identidade em equities, ao contratar uma equipe já formada, com ótimo histórico e uma estratégia clara para os fundos”, afirmou James Oliveira, fundador da Vinland.
A chegada da nova equipe preenche a lacuna deixada por André Laport, um dos fundadores da Vinland em 2018 e responsável pela estratégia de ações até sua saída.
A decisão de fortalecer a área de ações reflete o objetivo de James Oliveira de construir uma gestora multiproduto, capaz de atender às demandas dos clientes em diferentes cenários de mercado. “O mercado é cíclico e os fluxos giram entre diferentes classes de ativos. Ser diversificado é o que garante a perenidade do negócio. Precisamos atender bem os clientes nos diferentes momentos do ciclo”, explicou Oliveira.
Além da equipe de ações, a Vinland também reforçou sua área macro com a contratação de dois gestores especializados em juros: Raphaela Spilberg, ex-SPX, e Maurício Jesus, que passou pela Mar Asset e BTG Pactual. A Vinland administra atualmente R$ 14,7 bilhões em ativos.
Sob a liderança de Andrade, a estratégia dos fundos de ações existentes – um “long only”, um “long bias” e um “long & short” – está sendo reestruturada. A gestora busca agora carteiras mais diversificadas, compostas por um número maior de ativos, com foco em ações líquidas, que permitam ajustes rápidos de posição em resposta às mudanças do mercado.
A Vinland também pretende acompanhar mais de perto o desempenho do Ibovespa. “Vamos acompanhar o benchmark. Não queremos ter fundos de ações que ficam 20% acima ou abaixo do índice”, declarou Andrade.
Diante da volatilidade gerada pelas eleições e pelo cenário externo, a Vinland tem priorizado empresas geradoras de caixa, como concessionárias de rodovias e geradoras de energia, incluindo Axia Energia (antiga Eletrobras) e Eneva. O portfólio também inclui investimentos na Rede D’Or, vista como líder no setor de saúde. No setor bancário, a gestora aposta em Bradesco (“long”) e adota uma posição “short” em Banco do Brasil.
A Vinland planeja lançar mais dois fundos ainda este ano: um “long & short” com volatilidade entre 6% e 8%, voltado para investidores institucionais, e um fundo de previdência “long & short”. “Os ‘long & short’ se mostraram produtos vencedores no Brasil porque permitem navegar períodos de alta volatilidade e gerar retorno na alta e na baixa”, concluiu Andrade.



